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terça-feira, 12 de junho de 2012

Mudança com gatos

Oi para todos! Tudo bem?

Normalmente depois de tanto tempo sem escrever, o certo seria começar me desculpando [por isto]. Mas sei lá, não sou blogueira! Escrevo quando tenho vontade mesmo :) E fico muito feliz que tem gente que ainda lê alguma coisa por aqui! Obrigada!

Muitas mudanças aconteceram de setembro de 2011 até aqui, como é de se imaginar. E a mais recente delas foi a nossa alteração residencial para São Paulo! Acho que cheguei a comentar num post do início do ano passado... É, estou aqui há 3 semanas! Ainda me adaptando, mas tranquila. 

Não sei quantos de vocês já passaram pela experiência de mudança interestadual. E desses, não sei quantos tem animais de estimação para trazer/levar junto. Quem nos conhece (ou quem leu "sobre a autora" do blog) sabe que temos quatro gatos e uma das minhas grandes dificuldades nesse processo todo foi encontrar relatos de pessoas que também tiveram que enfrentar o caminhão de mudanças com animais! Agora quero tentar ajudar quem estiver na mesma situação pela qual já passamos!

(Para que fique BEM claro, não os trouxemos no caminhão!) 

A primeira e cruel dúvida: carro ou avião?

Decidimos pelo carro baseando-nos principalmente no comportamento de nossos gatos. Não é que eles sejam maus meninos, mas são bastante medrosos, nervosos. As idas ao veterinário sempre foram difíceis por causa do desespero deles (sobretudo no carro). E apesar de parecer contraditório, entendemos ser a melhor opção. Imagina esse desespero no aeroporto e, pior, no avião? "Mas Lídia, existe tranquilizante". Existe, mas depois conto mais um pouco sobre isso!

Um outro fator decisório em favor do carro foi o financeiro. Mudar é bastante caro e para transportar de avião custa entre R$90 e R$100 de taxa + o peso do animal x 0,5% da tarifa cheia. Multiplica isso por quatro, considere que um dos nossos gatos pesa 6,2 kg e... o resultado é desanimador! Fora isso, tem regrinhas para as caixas de transporte (tamanho e material da fabricação) e eu já tinha as caixas que, imaginem vocês, não se enquadravam nas necessidades aéreas. Não pelo tamanho (onde o bicho tem que ter espaço para levantar e dar uma volta), mas pela portinha, que precisa ser de metal e ter cadeado. Não era meu caso!

Tirando o financeiro, as empresas as quais pesquisei permitem apenas 2 animais por vôo! E se o animalzinho pesar até 5 kg incluindo a caixa de transporte, ele pode ir com você na cabine. Ou seja, pra nós já era. Nenhum gato nosso pesa abaixo de 3,8 kg e somos uma família de 6 integrantes.

Por fim, eu tinha um imenso nervoso em pensar nos meus bebês num aeroporto, apavorados, perguntando-se "cadê mamãe?" Por mais complicado que fosse trazer de carro, estaríamos nós ali, junto deles.

Ok, então. Decisão tomada, vamos aos procedimentos práticos!

Mesmo para transporte rodoviário é necessária vacinação em dia (anti-rábica), com a carteira de vacinas presente e o atestado de saúde - o mesmo ocorre para o transporte aéreo. As exigências variam, mas a vacina tem que ter ocorrido há mais de 30 dias e menos de 1 ano! O atestado de saúde tem validade de 10 dias!

*E aqui vale uma lembrança: a vacinação também é cara, ainda mais se você tiver mais de um. Mas de forma alguma quero desencorajar alguém a levar consigo seu animalzinho de estimação! Se porventura você não tiver condições de por tudo em dia, de uma só vez, por favor arrisque (no caso do transporte rodoviário, porque no aéreo não existe exceção) e leve-o(os) mesmo assim. A saúde de seu(s) animal(is) é fundamental, mas ele(s) fica bem melhor COM você. JAMAIS abandone um animal. No meu caso, nos preparamos para isso. A vacinação é anual e "casei" as duas coisas.

E também não custa relembrar que é lei que o transporte de animais em veículos automotivos deve acontecer em caixas de transporte ou com uso de cintos específicos pra eles!

Depois da parte chata, o relato de como preparei meus bichanos para a mudança:

O marido tinha data específica para estar em São Paulo, então 3 meses antes de nós ele estava aqui. O fato de ele ter "saído de casa" já provocou um estranhamento nos felinos. Estava faltando alguém! E de repente algumas coisas começaram a ser embaladas e as caixas de transporte surgiram na sala!

Minnie participando de tudo

É, tinha lido que era recomendável uma adaptação com as caixas, para que eles as tivessem como refúgio e não como inimigas (eles sempre as odiaram porque caixas = veterinário). Foi o que fiz! Deixei na sala e logo eles as usavam como cama e como esconderijo para as brincadeiras. Se eu achei que funcionou? Um pouco... 

Minnie e Lilica curiosas

Como fiquei em Fpolis mais tempo (pra organizar mudança, colocar o apê pra alugar, entre outras coisas), acabei passando uns dias na casa dos meus pais, com os quatro! Essa primeira parte da mudança deles foi tranquila, não tive problemas com eles nas caixas! O transporte até lá foi bem legal. E acho que essa adaptação com as caixas teve influência! Acho que pouco funcionou por conta da segunda parte da mudança, que falo depois.

Nikko curtindo a caixa


Para a casa dos meus pais levei o edredom que eles estavam acostumados, a caixa de areia e potes de água e comida que eles já usavam. Foi fundamental para não estranharem tanto o novo local. Foi ótimo!

Como o grande medo deles é estar numa caixa dessas dentro de um carro, conversei com a veterinária e ela me indicou o uso de um spray anti-stress, que é fitoterápico e se chama Stress Away. Usei todos os dias em que estava nos meus pais: borrifava neles, na região da "nuca" e nas caixas de transporte. Depois comecei a usar no carro também e a deixar que brincassem dentro dele (e fora, né, como na foto).

Lilica conhecendo tudo

Raul de boa
No dia em que levei eles pra revacinar, o Nikko me fez saber, com certeza, que a melhor coisa que eu tinha a fazer era transportá-los de carro. O desespero dele foi tão grande no trajeto casa dos meus pais-clínica veterinária que quando chegamos lá, o danado deu uma de Incrível Hulk e estourou a caixa de transporte. Levantou-se com força dentro dela e ela se abriu toda. Imagina se ele faz isso num aeroporto, mededucéu! *Ainda vou contar sobre o tranquilizante.

Após esse episódio, a veterinária deles (que recomendo com força) me sugeriu um ferormônio, um hormônio sintético dos hormônios faciais deles. Funciona assim: você borrifa o trem no lugar do stress. Como ele imita os hormônios de demarcação de território dos bichinhos, os gatos se sentem "em casa". Levei, né? Comprei tudo que podia, porque queria evitar com força o tranquilizante. E depois do episódio do Hulk, o que acalmou meu bebezão foi o dito aí de cima. Chama Feliway, pra quem tiver interesse.

MAS COMPREI TAMBÉM O TRANQUILIZANTE, por garantia.

Nossa viagem até SP foi um desastre. Mesmo com toda essa preparação... desespero nível máximo dos bichanos. Na primeira hora de viagem o Raul já tinha feito cocô na caixa - puro medo - e o Nikko já estava com nariz e unhas sangrando por tentar fugir da caixa (fraldas ou tapetes higiênicos nas caixas são itens obrigatórios). Graças a Deus a minha sogra tem uma casa bem próximo de onde estávamos e foi lá que paramos. Administramos o tranquilizante que a veterinária receitou e uns minutinhos depois tínhamos 4 gatos acalmados.

POR QUE NÃO FIZEMOS ISSO ANTES? Nem sei dizer. Tinha lido várias coisas sobre o tranquilizante, sobretudo se o animal nunca tivesse feito uso (efeitos colaterais ruins). Mas com os meus não teve outro jeito. Eu tava esperançosa com as outras possibilidades, com todo nosso treinamento.... mas não deu. E foi melhor pra eles. As duas gatas vieram dormindo quase 100% do tempo após o remedinho, o Raul se acalmou bem, apesar de ainda assim tentar fugir um pouquinho e miar bastantinho... e o Nikko.... o Nikko é outra história.

É ele que tem 6,2 kg. E administramos a dose mínima do calmante. Acreditamos que a gordura dele  e o nível de desespero influenciaram a ação do medicamento. Ele veio 80% do tempo, mesmo grooooooogue que não se aguentava, miando, tentando fugir e bravo, muito bravo. Pensem num gato grogue e bravo. Se não fosse trágico, seria engraçado. Ó o que ele fez com a fralda que estava na caixa dele:

Picadinho de fralda
Ele vinha mordendo e arrancando pedacinhos da fralda. Xingando. Resmungando. Tentando fugir. Coitadinho. No dia seguinte, parecia ter feito plástica de nariz. Ficou muito deformado. E passado o inchaço, o resultado do dodói do nariz depois de 2 semanas:

Cracas que ainda estão sarando
Não preciso dizer que eu vim chorando boa parte do percurso. Foi um stress horroroso porque a toda hora eu achava que tinha algo errado (chorava porque estavam desesperados e chorava quando tinha silêncio, porque "podiam ter morrido"). A viagem demorou muito, porque tivemos que parar para o calmante (não readministramos, foi uma vez só), paramos por causa de acidentes... levamos 11 horas de Fpolis a SP. Mas graças a Deus eles estão ótimos e super bem adaptados aqui! Foi só a questão do transporte mesmo. Teria sido mais fácil de avião? Essa deixo pra vocês!

Em resumo: dá pra trazer de carro, mas precisa de programação. E mesmo assim... eles é quem vão ditar o  que você deve fazer! 

Beijos e abraços!


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Le Mont Saint Michel - Normandia

Oiii!

Fiquei morrendo de vontade desde a semana passada de fazer esse post sobre o Mont Saint Michel, na Normandia! Aliás, a região da Normandia virou um dos meus lugares favoritos no mundo (quem vê, pensa que conheço meio mundo) e recomendo pra todo mundo que vai pra Europa, em qualquer tempo! Agradeço ao meu maridão que fez questão de ir até lá, mesmo sob meus protestos ("Ahhhh, Normandia? O que se faz lá?")

Mas antes de prosseguir, quero falar do post anterior: a Claudinha me deu uma dica bem boa sobre o fermento! O lance é sempre testar antes: colocar uma colheradinha na água; se logo efeverscer, o fermento está ok. Caso contrário, não vai funcionar! Ela disse que já teve problemas com fermentos na validade e já teve bons resultados com os vencidos. Um beijo, Cláudia!

Le Mont Saint Michel

Quando vejo as fotos que fizemos lá, tenho uma sensação de falta de ar. Creio que logo vocês entenderão ;)

O Monte, na verdade, é uma "cidade" medieval! Me-di-e-val. Parece que em 708 o bispo de Avranches mandou contruir no monte um santuário para o Arcanjo Miguel, que é a abadia do Mont Saint Michel. No Séc. X, os monges se instalaram por ali, dando origem à vila em torno do santurário. No século XIII foi fortificado e durante a Guerra dos Cem Anos, portanto, serviu de fortaleza. Mas já foi também prisão, na ocasião da Revolução Francesa! Atualmente, a idéia do governo é transformá-lo em ilha através de barragens - projeto este para ser concluído em 2012!

Uma das primeiras visões do Monte, far far away!
Nesse campo acima, apesar de não ser possível ver muito bem, são criadas ovelhas, bois, cabritos. Mas principalmente ovelhas! É lindo o contraste (ao vivo)!

Foto tirada no estacionamento 
Um fato muito interessante e que leva muita gente ao Saint Michel é o fenômeno das marés! Acontece que o monte fica numa região de planícies alagáveis, o que significa que em algumas épocas do ano, o acesso a ele fica inundado pelas altas marés, transformando-o numa ilha! Inclusive os estacionamentos ficam submersos! Na época em que estivemos lá, o fenômeno não aconteceu (mesmo o calendário informando que sim). Menos mal, porque se tivesse acontecido, teríamos perdido nosso carro alugado com as malas todas dentro! Mas imagino que o pessoal que cuida do local teria nos avisado, se fosse o caso! :) Aqui está o link oficial do Monte, onde contém as informações das marés e outras coisas mais!

Vizinhança
Como comentei antes, criou-se uma vila em torno da abadia. Ainda hoje os descendentes dos colonizadores vivem no Mont Saint Michel (mas dizem ser quase impossível visualizar um! Nós não identificamos ninguém, nem vimos ninguém entrar em suas casas). Vimos apenas casas com plaquinhas nas portas "Por favor, não perturbe. Propriedade particular".  E, a foto acima, retrata o que é possível encontrar nesta  incrível vila!

Passeio, logo que nos hospedamos!
É possível hospedar-se no Mont Saint Michel! Foi o que fizemos! Deixamos toda a bagagem no carro, subimos com uma mochila com 2 mudas de roupas e ficamos uma noite no Monte. Inclusive a foto do cemitério foi tirada de dentro do nosso hotel, no acesso ao quarto! Ficamos no Le Mouton Blanc, um dos 6 ou 7 hotéis do local! Gostamos bastante! Consideramos um dos melhores hotéis que ficamos durante a viagem, com um banheiro bem bom! Fiquei imaginando quem um dia ali viveu: provável que nunca pensou que banheiros (like those) viessem a existir! A diária saiu por 90 euros. Não tem ar-condicionado, nem geladeira - e isso não era realmente esperado e não é uma reclamação. Apenas informações!

Paranhos medievais

Modernidades dos Padres
Nessa foto aí, uma curiosidade: era por aí que os padres levavam mantimentos para a abadia. Já pensou subir  tudo pela escada? Mas "era por aí" porque agora tem um automático!

De tirar o fôlego! Minha favorita!
Vista para a baía da Bretanha

O Monte fica entre as baías da Normandia e da Bretanha: cenário divino!

Esquerda: Normandia; Direita: Bretanha

Subida para a abadia
Infelizmente não pudemos subir até o santuário. Mas fica para a próxima, assim a gente tem uma desculpa pra voltar!

Eu fui a única pessoa que vi em toda a França
(que andei) que usava boina! Vai ver porque
era verão (de 12, 14 graus)!

A abadia!

Gallette!
 Gallettes e Omeletes são pratos típicos e famosos da região! A gallette é como uma panqueca (ou crepe), que varia o recheio conforme você pedir. A minha tinha queijo, presunto, tomate, temperinhos! A omelete é feita com 30 ovos e o Acklei quis ir do Brasil até a França exclusivamente pra comê-la. E ele disse isso pra garçonete. E ela olhou com uma cara de "te perguntei?" Coitadinho. Na verdade, na Normandia é que vimos os maus tratos dos franceses, não em Paris. A omelete é basicamente de claras e foi inventada por Mère Poulard, pelo que eu entendi, uma local.

Omelete!

À noite, bem vazio e tranquilo!
Uma dica que podemos dar, depois desse post enorme, para quem resolveu ir ao Mont Saint Michel é: aproveite o monte ao final de tarde e à noite. As lojinhas todas estão abertas, os restaurantes também. Durante o dia, uma multidão invade o lugar!

Lindo, todo iluminado! Ele é patrimônio mundial da
UNESCO!

A multidão invadindo na manhã seguinte

Bom, saudosa deste lugar, agradeço quem veio até aqui! Pra quem quiser somente visitar o Saint Michel, não é necessário pagar entrada. Só o estacionamento (10 euros)! Existem excursões de ônibus (estilo bate-volta) que saem de Rennes, Saint Mahlo e outros para visitar o monte! No Conexão Paris tem as informações necessárias para esses passeios!

Gostaram?

Beijos!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Giverny - Jardins de Monet

Oi, gente! Tudo bem? Como foram de Natal? Prontos para a próxima festa? :D

Então! O assunto voltou a ser A Viagem! Provavelmente pela época de férias (de muitas pessoas, não minhas), provavelmente pelo post da cunha (http://joyinpieces.blogspot.com) falando da viagem que eles vão fazer e provavelmente pelos ti-ti-tis com a sobrinharada (vamos - marido e eu - com 4 sobrinhos para os EUA em julho/11; até lá ninguém aguentará a gente!) que eu fiquei assim, mor-ren-do de vontade de viajar e mor-ren-do de saudades dos lugares pelos quais passamos!

Sentei no sofá, comecei a rever as fotos da viagem por um pedaço da Europa e resolvi escrever mais um pouquinho sobre ela! Aí lembrei que já me perguntaram algumas vezes sobre Giverny, onde ficam os famosos Jardins de Monet, se era válido e tal. 

Opinião pessoal mode on (como tudo nesse blog, já que ele é extremamente pessoal): o lugar é muito bonito, você tem a oportunidade de conhecer a Fundação Claude Monet, de conhecer o que o inspirou, de viver momentos de tranquilidade, de conhecer algumas de suas obras, sua casa e, acima de tudo, você tem oportunidade de agregar cultura! Mas penso que, se a sua agenda estiver apertada, se você não for um apaixonado por flores e plantas ornamentais e se você já tiver visto obras de Monet em outro canto europeu, você não morrerá por não ter ido! :) 

Vamos dar uma olhadinha?

Estrada, partindo de Paris
Diferente do que muita gente faz, nós fomos de carro! É que saímos de Paris no nosso dia 07 (IMPORTANTE: era domingo, o que faz muita diferença no trânsito), fomos a Giverny e de lá, partimos para o Mont Saint Michel (que deverá ser o próximo post de A Viagem)! Amei o caminho até lá, desde a auto-estrada até a entrada de Giverny, que é indescritível! Mas de qualquer forma, os blogs de viagem (consulte: www.conexaoparis.com.br e outros) apontam que a melhor forma de chegar lá é de trem, numa viagem de aproximadamente 50 minutos até Vernon e, depois, mais 15 minutos até Giverny. Assim que conseguir consultar o marido, tentarei informar o tempo que levamos de carro! Levamos 1 hora de Paris a Giverny, como disse, de carro.

Chegando em Vernon
Infelizmente não fiz fotos da cidade de Vernon, que é LINDA, mas fiz alguns vídeos. Por alguma, também infeliz, razão, não consegui subi-los pro YouTube! Vou tentar mais tarde novamente. É a primeira vez que posto vídeo, então, preciso fazer ressalvas. Não gosto de ouvir minha própria voz; o vidro do carro tava bem sujo; sim! sou MANEZINHA da ilha! Deu, acho que era isso! :) Ah, no vídeo de Vernon falo que Monet morava aí, mas não. Ali era o caminho até Giverny, sorry!





Na frente da Fundação Claude Monet, onde há
sementes de flores à venda e ao lado um
pequeno restaurante onde almoçamos!
Chegamos em Giverny já para o almoço! Casal muito gastronômico que somos, optamos por sair mais tarde de Paris e ir almoçar respirando Monet! O restaurante é realmente pequeno, mas que lugar aconchegante! Lindo! Um lugar daqueles em que você para e se pergunta "eu estou realmente aqui?"

Entrada 
Normalmente, durante toda nossa viagem, pedíamos algo como "o prato do dia" - que combinava uma pequena entrada, prato principal e sobremesa. Preciso dizer que nunca comemos tão bem em nossas vidas (no sentido de saudavelmente) quanto nesses 15 dias europeus! Mas, apesar disso, neste dia não fomos muito felizes! A cara da entrada está boa, eu sei. Mas o condensado ali era de pato, com um patê de berinjela + salada verde. Não sei, não apeteceu! 

O principal
Foi um salsichão ensopado com legumes! hehehe Comemos, porque precisávamos! Era preciso ficar em pé! Colocamos um salzinho e encaramos! Da sobremesa não fiz fotos.

Lugar charmosíssimo!

A casa de Monet
Partindo do almoço, fomos conhecer o lugar onde Monet viveu entre 1883 e 1926! Não era possível fotografar lá dentro. Mas na casa existem muitos objetos pessoais, móveis, quadros! Muito legal!

Em frente à casa :)
As ninféias inspiradoras de Monet, já nos jardins

A famosa Ponte Japonesa (clica na foto pra ela ficar maior)

Um chorão

Em meio aos jardins
Tudo foi criação de Monet, desde a disposição do jardim até a escolha das espécies plantadas! É realmente muito bonito! No total, levamos cerca de 3 horas, entre almoço e passeio, até sairmos para ir ao Mont Saint Michel. Na saída, a fundação Claude Monet vende réplicas de suas obras e muitos outros itens inspirados nelas; compramos presentes para mamãe e para a sogra!

E então, gostaram?

Um beijo e até a próxima!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cosméticos - Compras

Oiii!

Ainda bem que eu não vivo de blog, né? Que "escritora" mais inconstante! :)

Mas vamos lá! O assunto é diferente, mas não sai totalmente do âmbito dos últimos posts: a viagem. Lembro-me que, num deles, falei que ia mostrar o que comprei por lá! Já aviso de antemão que não foi muita coisa, não! Comprar em euro$ é muito pesaroso! Fui bem contida, mas acredito que comprei bem! Não considerei nenhum produto supérfluo (e desde quando cosmético é supérfluo, minha gente?)!

Comprinhas!
Da esquerda para a direita:

1- Perfume Chanel - Coco Mademoiselle. Hummm! Uma delícia! É intenso, mas bem menos forte que o n°5, por exemplo! Uso dia sim, dia não! Não lembro quanto paguei... Milagrosamente, não comprei meu Eternity (CK)! Quis variar um pouco e eu ainda tinha do meu queridinho! Mas sabe quando você tem um perfume que é "seu"? Então, acho que ninguém tira esse título do Eternity!

2- Água Termal - La Roche-Posay. Achei óóótimo! Antes de comprar ficava me perguntando: "qual o sentido de borrifar água na pele"? Me inspirei na máxima de que "1 bilhão de moscas não podem estar erradas" e comprei! Recomendo, recomendo e recomendo! Não fico sem, não fico sem, não fico sem! É calmante (de pele, tá? não tipo um diazepam) - pele irritada por excesso de manipulação (como no caso pós-limpeza de pele); por estar normalmente geladinha, dá um up quando o dia está na metade e a sua face já não  está mais descansada; ajuda na remoção de maquiagem; traz suavidade para a pele - aplico sempre após o banho, antes de usar o hidratante; esses dias usei também numa queimadura solar mais leve, ajudou a acalmar!; e de quebra você pode usar pra acordar quando estiver sonolenta! :D A parte ruim desse tubão é que não tenho como carregar pra lá e pra cá, mas é que valeu a compra: foram 2 tubos de 300 ml por 14 euros (!) Promoçà da farmácia! Existem versões menores para levar na bolsa! A gente encontra no Brasil il il nas farmácias também, mas beeeem mais caro! A notícia boa é que no www.sweetcare.pt  dá pra comprar por um preço muito amigo! O site é Português, mas eles entregam no Brasil! O segredo é a gente se unir nas compras pra dividir o frete! UhuLL!

3- Desodorante Vichy. (Tampinha verde) O motivo da compra foi necessidade urgente, não frescuryte! Chegamos em Paris e.. como assim eu não levei desodorante? Fomos roubados no aeroporto? Mas quem iria roubar desodorantes? hehehe O cheirinho é muito suave, a pele fica muito macia e dura 24 horas de verdade! Mas nunca vi por aqui pra vender (e também, nem iria comprar.. imagina o precinho)! Lá pagamos em 2 tubos de 125 ml cerca de 11 euros!

4- Toleriane - La Roche-Posay. Ahhh, os hidratantes! Esse na verdade eu já usava antes de viajar! Minha pele é muito, muito, muito sensível, chatinha mesmo! Quase nada hidrata com competência e facilmente fica irritadinha. Já tinha usado vários produtos manipulados e tinha um preconceito ($) com os franceses. Daí resolvi procurar um pra experimentar, custasse o que custasse. Deparei-me com o Toleriane, que é para peles intolerantes a mistas, e descobri que saía mais barato que os meus manipulados :/ :) :D \o/ Aqui na Panvel paguei R$60,00 e em Paris, 2 tubinhos de 40 ml saíram por 21 euros! Mas não foi o preço que me convenceu: ele realmente hidrata bem, não deixa minha pele oleosa, nem ressecada, nem irritada e o mais legal é que a água termal está na fórmula! Ah, e RENDE muito! Comecei a usar um deles na viagem e ainda tem pelo menos metade do tubo (já tá fazendo 3 meses que viajamos)!

5- Kit de Pincéis da Sephora. Sempre gostei de maquiagem, mas também sempre me considerei O zero à esquerda para fazer isso by myself! Comecei a ficar viciada em blogs de estética, beleza e maquiagem, comecei a ver os tutoriais e... algo "mudou minha vida de maquiadora": usar os pincéis adequados. Só. Parece tão óbvio, mas é assim com a maioria das meninas que conheço "ah, não faço make muito bem". Mas ninguém tem pincel! Meus primeiros pincéis foram aqueles bem baratinhos da Prada, que a gente encontra em qualquer lojinha de cosméticos. Eu ainda não botava muita fé na minha capacidade de me auto-maquiar (tô falando de makes mais elaboradas, tá? Aquela de corretivo, rímel, lápis e blush é coisa do dia a dia). Funcionou bem. Daí que resolvi experimentar outros e, teoricamente, os da própria Sephora ainda não são os melhores do mundo... mas já deu uma diferença incrível na textura do pincel, eles são muuuuito softs! São bem mais duráveis também, não ficam abrindo as cerdas com o uso. Esse kit aí que comprei é justamente o de iniciantes: vem um pra base, um para sombra (com 2 lados, um mais "fofo" e outro mais durinho) e outro pincel para pó. Não lembro quanto paguei também.. Os próximos que quero comprar são MAC ou Sigma! :)

Starter kit brush set Sephora

6- Dolce&Gabbana Light Blue. O perfume queridinho de muitas! Fazia tempo que não usava, fiquei com saudade, voltei :) Esse foi numa promoção boa numa farmácia de Amsterdam: tudo bem que é o vidrinho de 25 ml, mas custou 29 euros!

7- Esmalte O.P.I e Esmalte L`Oreal. Esmaltes são uma tentação à parte. Mas comprei apenas 2 por causa do preço mesmo! O da O.P.I. é o You Don´t Know Jacques um marrom com cor de pudim de chocolate de caixinha! Comprei na tal farmácia de Amsterdam por 7 euros; o da L´Oreal é o Titanium um azul lindéééérrimo, marinho, com uns brilhos ultra discretos. Nas unhas fica parecendo preto à noite; ao sol, é aquele super azul! Esse foi num mercado da Normandia, 9 euros. Não dá, né?

8- Blush Sephora Blush me twice n°2. É um blush como eu gosto: com pelo menos 2 cores, bem pigmentado, com cor de "verão" e num dos lados, tem brilhinho. Não lembro quanto custou.. Comprei também um rímel da Sephora, ultra black! Esqueci de fotografar! Viu? Não arrisquei nada de MAC, nada de Urban Decay, de Chanel, de YSL, de nenhuma marca assim. Achei tudo muito caro. Preferimos gastar com comida! Será que sou pobre? :) Essas (outras marcas) ficam para a próxima ida aos USA! Ou não!

Beijos!

Este post teve o apoio de Nikko, o gato curioso!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Navegando de Corvete em Paris :)

Oi! Tudo bem?

Esse blog está me fazendo lembrar da infância, quando eu e a Gê, aos 10 ou 12 anos, resolvemos escrever um jornal aos vizinhos mais novos: publicação mensal, poucas palavras, 3 edições! hehehe

Vou continuar com as questões da viagem, porque me propus a isso! Tem tanta coisa legal, principalmente quando alcançarmos os escritos sobre comprinhas e sobre micos! Mas por hoje, o assunto vai ficar em deslocamento!

A palavra de ordem na questão deslocamento é caminhar! Paris é linda, charmosa, cheia de ruas e cantinhos inacreditáveis! Impossível não querer perder umas boas horas explorando o que a cidade tem a oferecer! Mas mesmo assim, evidentemente, o uso de algum tipo de transporte se torna necessário, tendo em vista o tamanho da cidade-luz! 

A primeira coisa na qual se pensa é "metrô :)"! E a segunda... "mas compro qual passe :/"? Bom, a resposta pra essa segunda questão é depende.

Paris é dividida em 6 regiões, zonas. As zonas de 1 a 3 abrangem Paris e sua periferia mais próxima; as zonas de 1 a 6 englobam aeroportos, o castelo de Versailles, a EuroDisney e também um outlet que está no caminho para a EuroDisney (Vallè Village)! A escolha do seu passe de metrô vai depender de quantos dias você vai ficar na cidade, das regiões que você pretende visitar e também do número de vezes que você anda de metrô num dia!

Então: dá pra comprar bilhetes únicos - a cada vez que você andar de metrô; dá pra comprar um bloco de tickets de metrô, com 10 - recomendado por muitas pessoas, inclusive pelo Ricardo Freire; dá pra adquirir o Navigo Découverte (em tempo: o título do post em NADA traduz a expressão que dá o nome ao passe de metrô! Foi só uma brincadeira de uma manezinha! :))

Marido optou pelo Navigo Découverte por estas razões:

1- Abrange as regiões as quais visitamos;
2- Tem um bom preço, considerando que utilizamos MUITO o metrô na nossa estadia;
3- Pode ser utilizado em metrô, ônibus e também no funiculaire ("bonde" que você pega pra não precisar subir as escadarias da Sacre Coeur). Ah, e para a locação de bicicletas também!

Mas atenção: O Découverte só é válido em 2 situações - semanalmente (de segunda a domingo, que foi o nosso caso) ou mensalmente. A escolha você faz na hora de adquirir o seu cartão (nos guichês do metrô mesmo). É necessário levar foto 2x2 (levamos 3x4 e também deu)! Em caso de esquecimento das fotos, as estações possuem cabines fotográficas (que Amelie Poulain tanto amava)!





Abaixo, algumas fotos para onde nosso passe permitiu ir (gente, só o deslocamento, não as entradas)!

EuroDisney


Sacre Coeur - nem precisei subir escadas!

Versailles - Maravilhoso!
Finalizando, alguns links obrigatórios:




Beijos!

domingo, 19 de setembro de 2010

Paris - Hotel e afins

Tchãran!! De volta com a série A Viagem! Melhor contar depois de ter vivido, sem dúvidas!

Anteriormente, o Acklei estava comentando sobre não comprar pacotes de viagens prontos e fizemos um post sobre compra de passagens aéreas. Ficou faltando falar da busca de hotéis, dos sites que recomendamos. Pra quem já tem essas ferramentas como algo usual, fica fácil adivinhar: Hoteis.Com e TripAdvisor! Consideramos os dois muito bons e destacamos que o TripAdvisor, na verdade, faz os reviews dos hotéis, dos restaurates, navios, vôos e etc! Essas revisões são feitas pelos usuários, o que torna a sua vida melhor. Tem gente que reclama de coisas essenciais (cama, por exemplo) e dependendo do número de reclamações, você já sabe que existe uma grande chance de não ter bons sonhos naquele hotel! Mas as reclamações subjetivas também existem! O que pode ser ruim pra uns, pode ser bom pra você! Um outro site de busca de hotéis que também usamos (e, inclusive, reservamos hotéis) é o Booking.Com, bem parecido com o Hoteis.Com.

Ainda, antes de seguir adiante, é preciso dizer que uma fonte muito rica e importante de busca para nossas viagens, seja para hotéis, questões locais, gastronomia ou entretenimento é o Viaje na Viagem, do Rick Freire! Através do Viaje é que a gente fica sabendo de outras viagens ;)

Então, o que a gente fez? Nosso hotel de Paris não foi reservado pelo Hotéis.Com ou pelo Booking. A hotelaria em Paris (na Europa, vai) é muito ruim (e muito disputada) e se você não se antecipar, fica sem lugar pra dormir. Já não conseguimos boas tarifas pelo Hotéis.Com, mas já que o Tim Hotel estava na listagem deles, o Acklei foi conferir! A surpresa: a rede Tim Hotel estava com promoções pelo site e ficava mais barato fechar diretamente com eles!

E assim, após ler as resenhas no TripAdvisor, conseguimos nosso cantinho em Paris: Tim Hotel  MontParnasse!

Consigo sentir o cheirinho do quarto quando vejo as fotos! No começo, achei parecido com o cheirinho da casa da minha Oma (= avó) em Rio do Sul-SC, o que foi bom! Pareceu familiar. Depois a sensação desapareceu, pelo costume do dia a dia! A parte ruim: chão acarpetado, a cama de casal era formada por 2 de solteiro e o box (chuveiro) MUITO apertado. A parte boa: bons colchões, bem ventilado e MUITO bem localizado! Café da manhã não incluso.



Nosso hotel!



A região de Montparnasse é bem rica em hotéis e, principalmente, restaurantes! Conta a história que entre 1910 e o início da 2a guerra mundial, Montparnasse era o centro da vida intelectual de Paris. Eu e o marido agradecemos! Além dos restaurantes*, a região é maravilhosamente bem servida de metrô. Aliás, fizemos Paris inteira de metrô (e consequentemente, a pé)! A gente chega a ficar triste de pensar "por que não é assim no Brasil também?" - porque é muito bom, funcionante e seguro.  Num próximo post, prometo falar sobre a questão dos passes de metrô! Tem algumas opções boas para nós, viajantes.




Um simpático restaurante em Montparnasse











                                                                                   O metrô


*Sobre restaurantes e cafés: excelentes! Não lembro de nenhum que tenha sido ruim em ambiente, em tratamento ou em qualidade (salvo quando a minha escolha não era adequada para meu paladar! (hehehe acontece)! Não posso falar de café da manhã (petit dejuner), porque geralmente comprávamos no mercado (considerando que no hotel o custo era de 10 euros por pessoa, o mercado torna-se um amigão), mas em relação aos almoços (dejuner), o preço por pessoa variava entre 8,50 e 15,90 euros. Na grande maioria dos restaurantes, você opta entre entrada + prato principal OU prato principal + sobremesa. No caso da janta, o preço aumentava um pouco, ficando ali pelos 17 ou 18 euros.











                    Só não recomendo pedir "ao ponto"; peça sempre bem passado (well done)!



Finalizando essa primeira parte de O Retorno de A Viagem, queremos dizer que não fomos maltratados por ninguém em Paris! Pessoas sempre simpáticas, solícitas e alegres cruzaram nosso caminho! Inclusive todo mundo fazendo questão de falar inglês conosco! Não sei onde esse povo que é maltratado anda (ah, já sei: Normandia! hehehe)!

Abraço!