terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Viagem com bebê de 6 meses: Orlando, FL.

Dia desses no facebook falei que não conseguiria escrever sobre a viagem aos EUA com a Bruna. Mas pensei melhor, porque no período de preparação da viagem, fiz muitas pesquisas online e senti falta de relatos! Encontrei dicas, claro, mas senti falta de mães contando mais prolongadamente sobre viajar para outro país com bebês pequenos. Decidi ir dormir mais tarde pra poder, quem sabe, ajudar alguém que está angustiado com a primeira longa viagem do seu bebê. Eis o meu relato (inclusive esse título nada criativo é pra facilitar as buscas no google).

Escolhemos a Orlando porque: 

1) Gostamos da cidade;
2) Consideramos o tempo de vôo (para um primeiro prolongadão) ok;
3) O inverno não é massacrante (eu não queria ir pra Europa congelar de frio com ela tão pequena);
4) Facilidades com bebês (como carro, baby care centers, outros);
5) Sim.

Vôo

Por situações diversas (mas não adversas), acabamos indo até Miami. Saímos de Florianópolis dia 21/12/15 às 5:4 e nosso vôo até Miami saiu de Guarulhos 12:20 (ou seja, vôo diurno), de TAM em ambos os trechos. A escolha da companhia foi somente por preço.

A Bruna já tinha viajado de avião antes, então não sei dizer se as experiências prévias tiveram influência para não haver problema nenhum com dor de ouvido ou desconfortos. O avião estava cheio de crianças pequenas! Além da Bruna com 6 meses e meio, havia outro bebê da idade dela e dois meninos de 1a6m próximos de nós. O que posso dizer é que o vôo diurno é entediante para as crianças, mesmo que elas sejam pequenas como a minha. No começo é tudo bem legal, tudo é novidade, mas depois de umas 4h de vôo é preciso rebolar, heheh. Pode parecer "chover no molhado", mas é fundamental levar brinquedinhos favoritos, salvar vídeos no celular, levar o travesseiro com o qual a criança está acostumada a dormir, essas coisas.

A aeronave que fez nosso vôo GRU-MIA não tinha um bom sistema de entretenimento. Então não consegui mostrar nada na telinha pra Bru naqueles momentos de pura impaciência dela. 


Vendo a vida passar através da janela do avião

Pedimos o berço que a TAM (e muitas outras) tem, mas ele é para crianças de até 74cm (que devem caber deitadas com as pernas esticadas), pesando no máximo 12kg. Tem custo adicional de $140 (sim, cento e quarenta obamas) por trecho. Passada minha primeira (e única, ela não vai caber mais numa próxima viagem) experiência, eu não solicitaria para o vôo diurno. Usou muito pouco, fez os seus cochilos diurnos mais no colo mesmo.

Alimentação no vôo

Todas aquelas regras proibitivas sobre transportar comida não são válidas para bebês :) Isso significa que numa pequena bolsa térmica consegui embarcar para os EUA com o almoço da Bruna, frutas para os lanches, mamadeiras com água e o leite em pó que ela usa (NAN AR). Ela seguiu direitinho a rotina de alimentação, sem prejuízos! O almoço dela estava aquecido num pote também térmico; não era  comida industrializada (que pode ser uma grande novidade para muitos).

Alimentação

Um post que me ajudou muito com essa coisa de alimentação de crianças durante a viagem foi esse aqui: http://viajandocompimpolhos.com/2013/08/02/viagens-em-familia-como-alimentar-criancas-e-bebes-em-orlando/

Na mala despachada, colocamos numa bolsa térmica maior, com gelo seco, as papinhas da Bruna. Papinhas caseiras, naturais, não comida industrializada! Além das que fizemos em casa, levamos Paplim e Papíssima, duas queridas aqui de Florianópolis. No lado externo da bolsa escrevemos Baby Food, casso a mala fosse revistada pelas autoridades aeroportuárias! 

Chegamos em Miami e ficamos hospedados uma noite no hotel do aeroporto, para obviamente descansar. Mas nesse hotel não tínhamos refrigerador. A solução foi encher a bolsa térmica de gelo molhado. As papinhas estavam todas congeladas e assim permaneceram até chegarmos em Orlando, trocando o gelo da bolsa térmica sempre que necessário! (quem já fez o trecho entre essas duas cidades sabe que tem diversas services plazas, com gelo gratuito heheh)

As Paplim, já felizes em Orlando!
Então alimentar o meu bebê que recém começou a comer não foi difícil! Claro, sempre tem a opção de cozinhar por lá, mas preferimos levar prontas. A única dificuldade foi dar o almoço no dia 22/12, pois estávamos em viagem de carro, com papinhas congeladas. Nas services plazas não tinha microondas em lugar nenhum... (podia ser banho maria, mas vocês acham que algum funcionário se disponibilizou a aquecer a comida da Bru?) Nesse dia ela ficou só com fruta e leite.

Nos outros dias, já saíamos do hotel com o almoço no potinho térmico e aí era só achar um cantinho pra parar e dar a comida. Foi assim em shopping, em outlets, no carro, onde quer que estivéssemos!

A menção honrosa é toda do Magic Kingdom (único parque que fomos), pelo seu baby care center, com cadeiras de alimentação e toda uma estrutura magnífica para qualquer necessidade!

Pausa para o almoço no Magic Kingdom
No decorrer da viagem, iniciamos a janta da Bru, por necessidade calórica do nosso bebê viajante. Ela começou a acordar de madrugada com fome... entendemos que era hora de começar a jantar! (próximo dos 7 meses)

Primeira janta da Bubu
Fizemos compras no Whole Foods, um supermercado de produtos naturais e orgânicos. Já tinha lido sobre papinhas orgânicas e comprei algumas.. As de almoço/janta não tem gosto... Aliás, achei parecido com gosto de ração (mas ainda assim a Bruna não nega nada). As de frutas são gostosas e acabei trazendo algumas pro Brasil, no estilo "on the go". Nada nunca vai ser melhor que a fruta, mas para situações complicadas (avião, viagem de carro prolongada, outros), achei válido!




Locomoção

Como falei, uma grande facilidade de Orlando pra quem tem bebês é o aluguel do carro. (até pq sem um você não faz nada por lá, a não ser que esteja hospedado num hotel da Disney que tem transporte gratuito para os parques) Você tem a opção de alugar a cadeirinha/bebê conforto junto com o carro. Além de bom senso, é também obrigatório.

Muitas pessoas compram um carrinho de passeio por lá, chamados de "umbrella". Como o carrinho da Bruna é leve e compacto (Quinny Zapp), fomos com o dela mesmo. Ele também é confortável, o que permitiu muitas sonecas deitadas (e não sentadas como nos umbrella strollers). Não teve mistério, papai ou mamãe cansados = bebê no carrinho e tudo certo! Ah, nos aeroportos ficávamos com o carrinho até a porta do avião. Bem tranquilo!

Banho

Temos banheira portátil, mas não levamos. Levei uma piscininha inflável pra usar de banheira, mas nem precisou! Os hotéis americanos quase todos tem banheiras. No começo eu ficava de fora, depois comecei a entrar com ela, bem mais fácil! (a Bruna tem medo do chuveiro, ou pelo menos teve medo no último banho de chuveiro que ganhou)

Sono

Assim como procuramos seguir a rotina alimentar da Bruna, fizemos com o sono. Se precisso fosse, parávamos tudo pra ela fazer as sonecas do dia (por exemplo: estamos num lugar e ela está dormindo no carrinho. Teríamos que ir pra outro, mas aí ela teria que ir pro bebê conforto e nisso acordaria. Então, algumas vezes, fizemos uma horinha pra ela poder dormir antes de seguirmos até o próximo destino.

Para dormir à noite, a rotina do sono igual à de casa: banho, mamar, musiquinha de ninar, ambiente escuro e calmo... cama! Digo, berço. Pedimos no hotel (na ocasião da reserva) e foi tudo bem. Ela acordava de vez em quando as 5 da manhã e aí, deliciosamente a colocávamos na cama com a gente pra que seguisse dormindo. Delícia de férias! heheh

Balanço geral

Numa outra ocasião já disse que os momentos felizes e em família são importantes pro desenvolvimento emocional saudável do bebê. E eles devem acontecer, primordialmente, em casa. No dia a dia, na rotina. Ninguém precisa viajar pra isso. Mas nós viajamos. Porque gostamos e porque queremos que ela sempre faça parte da nossa vida. Nunca vou esquecer a imensa felicidade do meu bebezico cada vez que fechávamos a porta do quarto do hotel, rumo ao carro. Cada sorriso e e cada cara de curiosidade por tudo que viu e provou nesses dias, eles amam passear!  Viajar com um bebê pequeno é muito cansativo, sim (e deve piorar), mas vale, vale muito!

Vôo da volta

Foi noturno e achei menos tedioso pra ela. (mas pra nós... eu não sei dormir sentada) Saímos 19:40 de Miami (no Brasil nessa época +3h) e chegamos 7h (horário de Brasília) em Guarulhos. Para Floripa o vôo saiu 9h. Bruna dormiu apenas metade do tempo, mas ficou muito de boa o tempo todo!


Era isso! Se alguém quiser perguntar mais alguma coisa que eu possa ter esquecido, é só comentar! ;)


segunda-feira, 13 de julho de 2015

40 dias

Bruna, 41 dias se passaram do seu nascimento e eu quero registrar algumas coisas sobre esse período:

A primeira delas é que sou louca pelo seu rostinho e, apesar de poder sempre te olhar, existem umas carinhas e caretinhas especiais. Minha favorita é a sua carinha quando faz aquela tosse sutil, tão delicadinha, com a linguinha fora da boca. A segunda carinha mais fofa é a boquinha de passarinho quando está na hora de mamar, junto com um som de arranhar a garganta; não tem erro! Boquinha de passarinho = Bruninha com fome! E o que dizer da carinha de bravinha, bem Vianinha, por motivo desconhecido? Vou dormir (quando durmo, é verdade) todas as noites lembrando das suas expressões.

O seu cheirinho é a coisa mais viciante do mundo e é impossível ficar perto de você sem estar pendurada no seu pescoço.

Você teve refluxo gastroesofágico patológico diagnosticado perto dos seus 30 dias de vida e até começarmos a tratar, você chorou muito e muito. Isso fez mamãe e papai sofrerem demais e aquele seu rostinho de dor intensa me aterroriza até hoje. Graças a Deus estamos seguindo num caminho de menos dor atualmente.

Com 41 dias você já usa roupas para bebês de 3 meses!

Você detesta trocar a roupa e está aprendendo a não detestar tanto a troca de fraldas. 

Você só gosta do banho se te enrolarmos numa fralda de pano e assim te banharmos. 

Você não gosta do bebê conforto e nem de bico.

Os seus irmãos gatos estão ficando seus amigos. Minnie vem correndo ver porquê você chora; Nikko já dormiu com você; Lilica não te larga e Raul chora junto sempre que você chora muito.

Você começou a chupar a sua mãozinha.

É a coisa mais linda do mundo te ver no colo do papai!

Te amo muito, 
Mamãe

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Da minha barriga para o meu coração

Todo nascimento tem sua história e eu vim contar um pouquinho do meu nascimento como mãe. Prometo que é rapidinho e também prometo que é cheio de clichês :)

Fiquei procurando palavras para registrar aqui durante a gravidez inteira, pensando no que exatamente eu queria deixar registrado, já que inundei as redes sociais com fotos e fatos engraçadinhos e ainda não tinha feito menção no meu bloguinho. E acaba que eu tinha que falar dela, da barriga. Da nossa relação.

O texto abaixo escrevi no dia 02/06/2015, no dia que a Bruna nasceu e eu nem fazia idéia de que isso ia acontecer (ela podia vir até 10/06). Por volta do meio dia do dia 2 perdi o tampão mucoso (do colo do útero, para os desavisados), mas isso podia significar duas coisas: ou era logo, ou não era. Tive um dia bem normal e ativo e umas 17h comecei a escrever:


"Tô me despedindo da minha barriga. Foram nossos melhores 9 meses juntas e por mais sites de gestação e afins que você leia, você sempre vai encontrar alguém triste porque vai perder a companheira. 

Aquela que você projetou pra fora nos primeiros meses, porque ninguém te respeitava na fila preferencial; aquela que te permitiu atravessar ruas movimentadas com mais facilidade (embora nunca tenha visto ninguém atravessar ruas arrastando a barriga no chão, os motoristas se compadecem das barrigudas e são capazes de saltarem dos seus carros pra avisar que tem uma grávida cruzando a faixa de pedestres); aquela que, muito provavelmente, pela primeira vez não causou embaraço por estar escapando por cima da calça e por baixo das blusas. Sim, minha barriga está indo embora.

Aquela que virou pia de água benta (todo mundo põe a mão, é algo meio santo) e que motivou lindos sorrisos nas pessoas; aquela que aproximou estranhos e motivou as mais diversas perguntas (tô até hoje querendo entender porquê é tão importante pros outros saberem qual vai ser a via de parto do seu bebê); a protagonista de singelezas e de inúmeras fotos, a minha bomba-relógio (quando me encontram por aí com 38 semanas e 5 dias a reação é sempre uma: "o que estás fazendo ainda na rua?!?!")... ela vai me deixar.

Eu que achava que tinha feito algumas loucuras na vida - casei duas vezes, beijei um leão vivo e acordado, morei em SP, trabalhei em Palhoça - nem imaginei que a maior delas seria ter uma grande barriga! Foram meses de cuidado, dedicação e planejamento; de sonho, de medo, de incertezas (e de certezas também); 9 meses de cultivo, de exames (muitos) e de... amor!

E agora já consigo ouvir vocês aí do outro lado me assoprando que vou perder a barriga porque, óbvio, terei meu bebê em meus braços, que vai valer a pena, que vai ser muito melhor que ter uma barriga. Nunca nenhuma outra parte do meu corpo teve um caráter motivacional tão forte quanto a minha barriga! Foi mágico! Thanks, sweet belly of mine!

Pode vir meu amor, meu amorzinho! Se amo tanto essa barriga é porque você tá aí dentro!"

***

E eu queria dizer pra vocês que EXATAMENTE quando terminei o texto a bolsa rompeu.

Hoje eu choro (de muita emoção) a cada vez que lembro disso, porque eu estava muito ansiosa pelo que ia viver e com muito medo das mudanças. Hoje eu só quero dizer que ela é a melhor parte de mim, que eu não sei parar de olhá-la e que com 6 dias de vida, já não existo sem ela! Te amo muito, meu amorzinho!






quinta-feira, 9 de abril de 2015

Corretivos: uma saga

Postei uma foto dos meus corretivos no instagram e perguntei se alguém se animava caso eu escrevesse sobre. Já dá pra concluir que houve entusiastas :P

Falei aqui sobre esconder olheiras, mas não é o objetivo dessa vez. Hoje quero falar dos produtos em si, de texturas, cores, aplicações, dificuldades, dicas que fui descobrindo ao longo do tempo. Não parece, mas o tema é difícil e toda informação é mais útil quando compartilhada (importante: longe de mim querer posar de expert; tratam-se de experiências pessoais).

A primeira coisa que tenho pra dizer: você vai errar. Na cor, no tipo, na quantidade, na preparação da pele... Então relaxa! Só tem um jeito de saber o que funciona pra você e esse jeito é testando (e, às vezes, errando).

A segunda coisa sobre corretivos é que não existe um que atenda sozinho todas as suas necessidades - às vezes você precisa cobrir uma mancha de cor diferente das olheiras, às vezes a sua pele tá mais seca/desidratada e aquele corretivo de sempre não funciona muito bem ou então você quer corrigir/preparar a pele para uma maquiagem festiva e adivinha só? Precisa de 2 ou mais tons de corretivo! 

Dito isso, podemos partir para as texturas. Peguei o que tenho aqui em casa e dividi em cremosos, líquidos e em pó.

Corretivos Cremosos

Em geral são mais grossos, com maior cobertura e com maior possibilidade de... acúmulo :) É o tipo de corretivo que eu mais uso, por conta da maior cobertura das olheiras. Pra minimizar esse acúmulo de produto nas linhas de expressão, é muito importante que você hidrate bem a região dos olhos (tô focando em olhos, mas onde quer que você aplique corretivo (ou base) precisa estar hidratado).

CoverGirl + Olay (corretivo + iluminador); Bobbi Brown e MAC (studio fix)


Aliás, o lance de texturas vale também para as bases, então quanto mais cremosa, maior a cobertura ("base mais pesada") e maior a chance de acumular. As peles mais maduras sofrem bastante com esses acúmulos nas linhas e é comum que a pessoa se sinta mais velha quando usa maquiagem, porque o acúmulo carrega o visual. Se somente a hidratação pré-base não resolver, talvez o melhor seja apostar num produto mais fluido!

Mas ok, voltando aos corretivos, se você é como eu e pre-ci-sa de um corretivo com maior cobertura, tem umas dicas além da hidratação prévia para minimizar os acúmulos e craquelamentos:

- Prestar atenção na quantidade de produto que você aplica. Exagerar na quantidade vai, com certeza, gerar acúmulo;

- A forma de aplicar. O dedo anelar é o dedo mais indicado pra aplicar o corretivo, porque ele é o mais leve, o mais fácil de controlar. O ideal é que você dê leves batidinhas até a pele absorver o produto e nunca, nunca deve esfregar ou espalhar o corretivo. Outra maneira de aplicar corretivo é com pincel ou esponjinha própria. No caso do pincel, o mais indicado é um de cerdas sintéticas, porque absorvem menos produtos que os de cerdas naturais. E se for usar a esponjinha, a regra é a mesma do dedo: batidinhas leves.

- Camadas de produtos. Quando a gente precisa de uma maior cobertura, não é tão legal encher a região dos olhos com produtos extras. Exemplo: hidratante + primer (de olhos) + base + corretivo + pó finalizador. Imagina tudo isso se acumulando, se assentando na sua pele!

Corretivos Líquidos

Chamei de corretivo líquido, mas eles não são necessariamente líquidos. São apenas mais fluidos, espalham mais facilmente e podem ter menor cobertura, mas essa última não é uma lei.

Covergirl, MAC, Maybelline Super Stay e Maybelline Age Rewind
Eu vivo tentando encontrar um produto que substitua meu favorito, que é o cremoso CoverGirl + Olay da outra foto. Acho que a parceria acabou e o meu amadinho parou de ser produzido. E aí, toda vez que leio algo sobre um corretivo muito bom, vou em busca (principalmente se vou viajar). Foi o que aconteceu com todos esses acima: uma tentativa. Infelizmente, frustrada.

Mas eu uso eles também, com certeza. Quando? Quando minha pele está mais ressecada e sei que um cremoso não vai cair bem, quando vou reaplicar o corretivo pela enésima vez ao dia (isso, por cima do cremoso), quando minhas olheiras não estão muito intensas ou ainda, quando decido teimar em fazer funcionar um liquidinho.

Tenho que fazer uma menção honrosa ao Maybelline Super Stay: ele é muito, muito, muito durável. Ele tipo... super stay :D Quando o uso, não preciso reaplicar. E por que, então, não uso sempre? É que comprei numa cor mais clara (já ouviram falar do panda invertido né?) e ele é muito, muito seco (depois que seca, rá!). Vi que a Panvel vende 2 produtos da linha Super Stay: os batons e a base. Mas não encontrei o corretivo. Alguém já viu por aqui?

Corretivo em Pó

Eu tenho um exemplar de pó corretivo e não de um corretivo em pó :) A BareMinerals (e provavelmente outras marcas também, acho que O Boticário é uma delas) tem toda uma linha de produtos em pó mineral, incluindo o corretivo, mas ainda não testei nada. Fico meio assim por conta da textura final. O pó é, via de regra, mais seco e aí só de pensar no craquelamento... não me animo.

Pó mineral corretivo da Physicians Formula

Por que eu tenho um pó corretivo? Comprei pensando na pele do rosto, naquele lance das cores (que daqui a pouco vou abordar) e a idéia parecia legal: misturar todas elas num pincel e uniformizar as cores da pele. Mas não vi nenhum grande resultado, não.

Uso muito pouco, geralmente se usei uma base muito líquida ou num dia muito quente, pra dar uma segurada na oleosidade da pele. Ele não adiciona cor à maquiagem, então pesa menos que um pó "normal".

Sobre CORES

Não dá pra escrever sobre corretivos e não falar sobre cores e tons. Todo maquiador que já vi/ouvi falar recomenda que seja escolhido, para a área dos olhos, um tom de corretivo mais claro que a sua pele. A idéia é trazer luminosidade à região, mas acho uma regra perigosa e pra mim não funciona muito bem. Prefiro investir nos tons mais próximos do exato da minha pele. Acho a regra perigosa porque dependendo do corretivo mais claro, a olheira acaba ficando cinza e não camuflada como deveria ser! Ou ainda, podemos provocar o efeito panda invertido.

Panda invertido! Nem sempre é o corretivo que faz isso, às vezes são os pós finalizadores. Mas eis um exemplo! Eu já fiquei assim numa foto com flash por conta daquele Maybelline Super Stay!
Quando você for escolher um corretivo, prove-o no rosto, nunca na mão! A cor do seu rosto ou da sua olheira é bem diferente da cor da mão. Hoje é difícil não poder provar um produto antes de comprar: MAC, Sephora, O Boticário, Quem Disse Berenice, Contém 1g e até mesmo as lojas mais populares de cosméticos (no caso aqui de Fpolis: Cotirô, TAY, Wolare Cosméticos) tem displays recheados de testers. Deixo como sugestão ir à loja, aplicar o produto que você julgou o ideal e usar naquele dia, ver como ele se comporta e aí se funcionar, volte outro dia e compre.

Outra face das cores quando se fala em corretivo é, justamente, o corretivo colorido. Pra que serve? Como usa? Do que se alimenta? :P

Que foto feia! Desculpem, fiz à noite. Paletinha de corretivos {cremosos} coloridos da Victoria's Secret

Tem um esquemão bem legal de cores pra entender melhor essas funções. Olhem só:

Círculo Cromático

Basicamente, as cores dispostas em oposição umas às outras se anulam. Se você tem uma espinha, normalmente avermelhada, o corretivo verde anula o vermelho da espinha. Se suas olheiras são arroxeadas, o corretivo amarelo faz a função de anular. Manchas azuladas são abreviadas pelos corretivos mais alaranjados. Entendeu? Mas não fique preocupada! Você não vai sair colorida na rua! Porque você DEVE COBRIR o corretivo colorido com o seu corretivo usual!! ;)

A minha paleta de corretivos coloridos é pouco utilizada. Esqueço, não faço muita questão, mas ó... funciona!!

Ainda no mundo colorido, aqui tem o vídeo de uma menina que cobre suas olheiras com... batom vermelho! Essa ainda não testei!!

Mais duas dicas de ouro:

Finalizo esse imenso post sobre corretivos com mais duas dicas que fazem a diferença: uma diz respeito ao local de aplicação do corretivo e a outra sobre como encontrar o tom da bases ou do corretivo ideal.

1-

Não aplique o corretivo seguindo o sentido da olheira. Aplique num pequeno triângulo invertido que compreende toda a extensão da olheira, mas que desenha uma região mais iluminada nela e abaixo dela!

2- O site Findation faz uma maravilha por nós! Você seleciona a marca, o produto e a cor de um item que você já tem, usa e gosta (tem brasileiras tb!!) e ele encontra a cor ideal de outras marcas pra vc! Exemplo: já tenho uma base X da MAC que eu gosto, seleciono essa base e a cor dela e o site me mostra as cores equivalentes da NARS, BareMinerals, Chanel, Dior, etc! O site é muito (ou quase todo) voltado para bases, mas mesmo assim, algumas marcas costumam seguir os padrões de cores nos corretivos. Então se você sabe a cor da sua base, quase sempre você vai saber a cor do corretivo também ;)

Era isso! Obrigada a quem leu até aqui! E vamos conversar!

Beijo,
Líd

segunda-feira, 7 de julho de 2014

De uma alma (gorda) para outra

Faz uns dias que tive uma experiência antropológica e inédita na minha vida: fui a um mercado de produtos orgânicos, naturais, politicamente corretos, saudáveis e todo adjetivo que ainda couber no seu entendimento para "comida que faz bem".

Lógico que vim escrever sobre como me senti. Mas antes quero te situar: sou Lídia, carnívora (eu sei, eu sei que o ser humano é onívoro), magra (pelo menos aparento ser) e carinhosamente apelidada (pela minha amiga Melissa) de Barbie Caminhoneira. Isso significa que gosto muito de comer e que tenho pouquíssimas restrições - que se referem somente a gosto individual, não a algum tipo de intolerância ou alergia. Alma gorda, sabe como é?

Aconteceu que, mais uma vez, eu e o Acklei nos propusemos a melhorar a qualidade daquilo que ingerimos (no quesito nutricional, tá? porque o vinho que bebemos é de muita qualidade, assim como a carne, o bacon e o doce de leite que comemos) e cuidar melhor da nossa saúde. Aliás, aqui começa a parte antropológica, porque nunca antes na tv brasileira minha vida tive tanto papo de velho com meus amigos. Dores e doenças, trocas de indicações de médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, confissões sobre atividade física e o quanto esta faz bem às articulações, receitas de comida magra... Ah, pois é. Receitas. Comida magra. Lá fui eu ao Mercado São Jorge, tão recomendado por muitos queridos.

O lugar é bem legal! Pude me divertir bastante com meus pensamentos quase pecaminosos sobre a comida que encontrei. Não é que eu não leve a sério a minha saúde, mas é que foi tão diferente pra mim encontrar os ingredientes do mundo fit ao vivo, ver que eles existem mesmo, que me senti numa espécie de Disney! Por exemplo, o ovo caipira não tem nada de mais, a não ser a descrição nas letras pequenas da caixinha (gosto de ler bulas, manuais e letras muídas em caixinhas): "ovos de galinhas criadas em ambiente livre, inclusive com poleiros que imitam a vida na fazenda, alimentadas naturalmente, sem adição de hormônios". Cara, que galinhas felizes! Diz pra mim que vc não as imaginaria pulando e brincando sob, sei lá, um arco-íris?!? Quem não quer comer um ovo desses??
Outra coisa que achei muito legal conhecer foi a alfarroba, mas tive que pesquisar no google sobre a sua existência, nunca tinha ouvido falar (eu tentei interagir com uma atendente, porque eu tava muito empolgada, querendo conhecer as coisas e inventar na minha cozinha, mas ela teve paciência igual ou menor que zero). Esse treco substitui o cacau, gent!  Mas cacau, fica frio, pra sempre vou te amar.

Conheci ainda a farinha de banana verde, a farinha de beterraba, diversos tipos de leite (inclusive o de amêndoas, sem ser o Davene), conheci maquiagem feita de produto orgânico, papinhas orgânicas, cucas integrais, pães com sementes de nomes variados, queijos. Tudo muito interessante, me senti feliz de ter acesso a itens distintos. Mas não tive como não refletir sobre o que está acontecendo com a gente quando falamos de alimentação x saúde. Não tive como não pensar no exagero, na ditadura fit. Não tive como não pensar em como perdemos o equilíbrio facilmente. Em como seguimos tendências (e blogueiras). Pensei no quanto comemos errado, no quanto descuidamos da saúde, no quanto favorecemos doenças. No quanto não sabemos o que contém aquilo que consumimos.

Tive vontade de chorar, especialmente quando veio o doce que pedi (eles tem um café) - chantilly feito com leite de amêndoas, massa crocante de alguma fibra legal e morangos orgânicos (era um pouco sem gosto pra uma alma gorda acostumada com puro açúcar e gordura). Hoje entendo porquê quis chorar, não foi o doce. De repente me vi no meio de um mundo desconhecido, me perguntando o que eu queria, o que eu estava fazendo ali, onde estava meu cachorro quente. Capisce?

Mudar é difícil!